1. O que é o GEPE?

Os Grupos de Entreajuda na Procura de Emprego – GEPE são grupos informais de pessoas desempregadas, que se reúnem periodicamente e cujo objectivo é a procura activa de emprego, na qual todos os membros do grupo colaboram e se entreajudam.

A rede GEPE é um projecto experimental e inovador que pretende desta forma apoiar desempregados, em particular os que sofrem um maior impacto psicológico do desemprego, quer pela sua duração, pela situação inesperada ou pela vulnerabilidade em que se encontram.

Através da dinâmica de entreajuda em grupo, metodologia adaptada de outros contextos de “auto-ajuda”, procurar-se- á ultrapassar a desmotivação, o isola- mento e a tendência depressiva a que o desemprego muitas vezes conduz. Com o apoio de um facilitador/animador, o grupo focar-se-á na procura activa de emprego para os seus membros, tendo cada um deles a função de apoiar os restantes nessa missão. Com uma atitude positiva e um enfoque proactivo so- bre o mercado de trabalho é uma experiência de solidariedade e de dádiva entre os próprios desempregados.

Os GEPE são constituídos, tendencialmente, por oito a doze membros.

Os GEPEs não têm empregos para oferecer, não têm subsídios para distribuir, nem são uma solução mágica para todos os problemas dos desempregados. Mas podem ser o início da solução, proporcionando a cada membro dos GEPEs uma ajuda e oportunidade de ajudar outros com problemas similares.

Porquê o GEPE?

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O desemprego constitui, e constituirá nos próximos anos, um dos principais problemas sociais em Portugal. Estado e sociedade civil têm de unir esforços para atalhar os efeitos nefastos deste flagelo, procurando soluções inovadoras, de baixo custo e complementares às ofertas sociais existentes.

O IPAV ao olhar esta realidade, desenvolveu o conceito dos GEPE para responder a necessidades sociais não resolvidas ao nível da reintegração laboral dos desempregados, nomeadamente:

  1. O combate ao isolamento decorrente da perda de socialização que o “não ir trabalhar” provoca.
  2. O combate à auto-centragem que cada desempregado sofre, que o leva a ficar refém da gravidade real ou ampliada do seu problema.
  3. A prevenção da depressão que tantas vezes se instala.

No diagnóstico realizado detectou-se também uma carência de redes sociais de apoio, que percebam/experimentem a especificidade do problema de desemprego e que, a partir dessa realidade, possam procurar e partilhar respostas.

Os Grupos de Entreajuda na Procura de Empregos – GEPEs – surgem para dar resposta a esta necessidade urgente de encontrar novas formas de olhar a realidade do desemprego em Portugal, nomeadamente dos seus efeitos psicológicos dissimulados que, por vezes, atingem de forma dramática os desempregados.

Com os GEPEs queremos estimular a canalização de recursos de responsabilidade social das organizações e de voluntariado corporativo de instituições que podem dar um contributo positivo para a reintegração laboral dos desempregados.

Existindo um estigma social do estatuto de desemprego e da frequência dos Cen tros de Emprego, os GEPEs procurarão desenvolver-se em outros espaços e con-textos sociais se abram à interacção para a procura de emprego

 

2. Para Quem?

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Para pessoas desempregadas que queiram livremente participar nesta dinâmica de apoio a outras pessoas desempregados na procura activa de emprego, beneficiando desse mesmo apoio de uma forma recíproca.

A participação é gratuita em termos financeiros, mas exige um compromisso de presença regular e contributos para o enriquecimento das reuniões, nomeadamente na pesquisa de oportunidades de trabalho que se adeqúem a membros do seu GEPE.

No arranque de cada ano, existirá uma acção de formação / sensibilização para os candidatos a membros de GEPEs.

Como funciona?

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Reuniões

Periodicidade

Cada GEPE reúne periodicamente com o ritmo que os seus membros decidirem, em acordo com os seus animadores. A periodicidade semanal ou quinzenal é a mais provável.

O dia e hora da reunião devem manter-se fixos para criar hábito e permitir que cada membro se organize para guardar esse tempo para a reunião.

Duração da reunião

Cada reunião deve durar no máximo 90 min., sendo importante a pontualidade no seu início e no seu fecho. Deve ser precedida por um período informal de acolhimento de 15 min.

Período do dia

Para a realização da reunião não há indicação expressa para um momento do dia, sendo que as disponibilidades dos animadores e da sala da instituição anfitriã constituem factores críticos.

Local da reunião

As reuniões devem ter lugar num espaço acolhedor de uma instituição anfitriã, mantendo-se, tanto quanto possível, estável ao longo do ciclo de vida do GEPE. Ao seleccionar um local de encontro, deve-se ter em conta o seguinte:

  • – Locais centrais com boas acessibilidades de transportes públicos e fácil localização;
  • – Com disponibilidade de longo termo (pelo menos um ano);
  • – Instalações ou salas que possam crescer com o grupo;
  • – Preferencialmente com estacionamento nas proximidades;
  • – Acesso para pessoas com deficiência;

Número de reuniões / ciclo de vida de um GEPE

Cada GEPE deve estar programado para durar um ano, realizando cerca de 40 reuniões (para a periodicidade mensal, excluindo o período de férias e festas).

Em cada ano de vida, o ciclo renova-se, podendo integrar membros que já fizeram a experiência ou novos membros.

Como formar um GEPE

Para constituir um GePe é necessário fazer coincidir três condições: a disponibilidade de um ou dois animadores, uma instituição anfitriã e pessoas desempregadas interessadas em participar.

No que se refere a potenciais membros, a forma mais comum e também mais fácil é o chamado “passa palavra”. Estas redes informais, normalmente funcionam de forma muito eficaz. Havendo um número mínimo de 6 pessoas interessadas e um animador, pode ser iniciado um GEPE.

Para quem quer dar início a um GEPE e não tem à partida o apoio de nenhuma instituição ou rede é importante que conheça bem a localidade/contexto onde quer formar o GEPE, nomeadamente as necessidades sentidas, o número de desempregados e de taxa de empregabilidade, estilo de vida das pessoas da comunidade e características específicas da zona.

Podem ser usados pequenos folhetos ou cartazes em lojas, centros de emprego, juntas de freguesia, igrejas, bibliotecas, escolas e universidades para dar a conhecer esta oportunidade. Efectuar contactos e briefings informais com os pontos focais da comunidade local ajuda a divulgar e criar uma rede de futuros encaminhamentos e recomendações.

O secretariado executivo do IPAV ou as instituições anfitriãs também podem receber inscrições individuais e vir a constituir grupos.

Mais informações click no link :

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